terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Profecia de Nóstradamos sobre o último Papa

Muito se falou sobre profecias nos últimos anos. Agora, com a renúncia de Bento XVI, os olhares se voltam as profecias de Nóstradamos, que afirma ser o penúltimo Papa e então a escolha do último que se chamaria "Pedro - o romano". Indícios em suas profecias levam a crer que poderá ser um Papa Negro. Lendo tantas matérias sobre o assunto, algumas até afirmavam, curiosamente muito antes de Bento XVI assumir, que ele não ficaria no papado e renunciaria, resolvi fazer um resumo sobre alguns artigos. Vale a pena ler!



OS TEMPOS DA GRANDE CEIFA

Enquanto o cristianismo acredita que o principal milagre de Deus é a sua auto encarnação como ser humano em Jesus – e apenas nele, o que torna “filho de Deus” e, por tabela, o próprio Deus – os místicos, os gnósticos, os teosóficos, e outros grupos divorciados da ortodoxia, advogam que todo ser humano é Deus, que ao mesmo tempo se limitou no entendimento como humano, mas ainda conserva, sob certos parâmetros, sua omnisciência como metade de um todo divino separado por um “terremoto” na “terra dos homens”. A missão da religião seria justamente juntar essas partes e elevar o homem a um estado anterior à sua “queda” ou expulsão do paraíso. Todavia, talvez o que as religiões fizeram, como podemos ver facilmente, foi separar ainda mais as paredes do abismo que se abriu entre a humanidade. Chegou o tempo e é preciso que a humanidade tenha uma nova forma de pensar: mais do que nunca estamos ouvindo falar em “final dos tempos”, “profecia Maia”, possibilidade apocalípticas vindas do espaço, e encontros com alienígenas. Nunca a humanidade esteve tão mística, e ao mesmo tempo tão consciente dos males provocados por dogmas obtusos e completamente anacrônicos e fora de propósito.

OS SETE SINAIS PARA O FIM DOS TEMPOS



De acordo com numerosos profetas haverá sete sinais perfeitamente visíveis a todos antes que chegue o final dos tempos e o início de uma nova Era na qual não terá espaço para nada disto que vemos em nossa sociedade dita civilizada. 
 1 - Os judeus regressão à terra de seus pais. - Isso aconteceu em 1948. Isso é amplamente mencionado em profecias.

2 - Israel será reconhecido como nação entre as nações, menos pelos amalecitas, que serão seus inimigos perpétuos, de acordo com a Bíblia. Mas Israel será suficientemente forte para se defender, e terá ajuda de outros. – Se observarmos, o povo judeus tem vencido todos os obstáculos que se opõem ao reconhecimento do Estado de Israel, particularmente pelos árabes e outros países muçulmanos como o Irã. Todavia, devido à força bélica de Israel e o apoio incontestável dos EUA a Israel, os muçulmanos estão divididos e, como bem disse Jesus, uma casa dividida não pode subsistir.

3 - O grande conflito seguido de uma grande calamidade. - O desejo de destruição por parte dos amalecitas (árabes, por extensão países muçulmanos) levaria a um grave conflito que resultaria na restauração da Torá devido a “milagres” incontestáveis até mesmo pelos ateus, a ocorrer durante este conflito, que não seria longo, mas traria consequências gravíssimas, menos pela guerra e muito mais pelos acontecimentos que viriam dos céus, e que porão forçosamente fim à guerra: a humanidade perceberá que dividida não subsistirá à, literalmente, intempérie celeste, mas não de água: pedras! Grande parte da população deve desaparecer devido à catástrofe natural, possivelmente 1,7 bilhões de pessoas. 

4 - Reconstrução do Templo de Jerusalém, que será capital do mundo. - Após este acontecimento, que resultaria na destruição do domo da Rocha (não pelos judeus, mas pelos belicosos do Norte gelado contrários ao sentimento religioso, como o foram no passado), o Templo de Jerusalém será reconstruído, e os judeus retornarão à Torá. Jerusalém será então capital do mundo, e exercerá o papel que a ONU tem hoje em Nova York.

5 - Um período de paz, e de grandes maravilhas, e conversão de muitos judeus. - Nem curto nem muito longo, possivelmente 35 anos, e neste tempo a tecnologia avançará extremamente rápida. Nestes 35 anos a humanidade progrediria mais do que em toda a sua história, o mundo será, como diz a Profecia do Monge Aranha Negra, “uma catedral em festa”. Pousará em Marte, estabelecerá colônias na Lua e, sobretudo, decodificará a natureza, e fará muitos prodígios. Surgiria um homem especial, de ascendência judaica - o Consolador prometido por Jesus - e saído do ramo da flor de lis da monarquia francesa surgiria que os judeus reconheceriam como seu Cristo esperado, porém ele seria cristão, e esse fato mudaria significativamente a visão que muitos judeus tem de Jesus, aliado à descoberta de novos e importantes documentos que simultaneamente mudariam a visão que tanto nós cristãos, assim como os muçulmanos, têm de Jesus. De certo modo as coisas se arranjarão naturalmente, e Nossa Senhora será colocada nos altares de todo o mundo ao lado de Jesus. Os Evangelhos serão pregados em todo o mundo.

6 - Chegada do Anticristo - Depois deste período de fausto, novamente os poderes religiosos vão pulular, introduzindo o mundo num período de caos que deverá durar ao menos 27 anos, período este que o mundo conhecerá não um, mas três Anticristos depois de uma nova calamidade vinda dos céus atingir o planeta, possivelmente um asteroide de 1260 metros de diâmetro (segundo Nostradamus). Comparativamente, o asteroide que arrasou a Terra eliminando os dinossauros tinha cerca de 10 km. Com 1260 metros é possível que equivalha a cerca de 1000 bombas atômicas de grande potência explodindo simultaneamente no planeta. A figura do Anticristo é muito polêmica, afirmando uns que será ateu, e outros, ao contrário, que difundirá uma nova religião , digamos, "new age", e que negará os valores cristãos. Outros, entretanto, acreditam que será um muçulmano, e ainda outros um papa judeu que tentaria modificar as crenças cristãs. Porém, Nostradamus nos diz que haverá três anticristos, e não se refere nem a Napoleão e muito menos a Hitler: ambos eram religiosos, Hitler inclusive assistia a missas e rezava, além de assinar um pacto de não agressão à Igreja, enquanto o casamento de Napoleão foi realizado pelo papa e a Igreja tinha total liberdade de culto.

7 - Acontecimentos apocalípticos e sobrenaturais, e ações animais do homem. E eventual volta de Jesus. - Possivelmente também um enorme cometa “raspará” no polo norte alterando completamente o ângulo do eixo de rotação do planeta, a tal ponto que todos os astros mudarão completamente de posição e, dizem numerosos profetas, a terra girará ao contrário! Essa parada do eixo de rotação, de 3 dias, simplesmente arrasaria tudo o que conhecemos como nossa civilização. Mas haveria sobreviventes, uns 144 mil no total, muitos retirados pelos “anjos” em suas naves ou mesmo por “empuxos”, e outros de alguma forma conseguirão se salvar. Esses são os chamados “eleitos”. Talvez a nata dos seres humanos. Os diferentes grupos religiosos acreditam que seus membros serão os felizardos, que serão “transformados” e levados para lugar seguro e que após o grande julgamento, onde os mortos e vivos serão julgados, comandado por Jesus e com a presença do próprio Deus em pessoa, os salvos do fogo do inferno viverão felizes com Cristo que, finalmente, retornaria. Alguns acreditam que Jesus retornaria no tempo do sexto item desta lista, junto com o Anticristo, para combatê-lo. Essa visão é passada em Epístolas dos apóstolos. Outros, que seria somente depois do fim da lista, quando a Terra já estaria mondada e preparada para o seu reino. E outros ainda acreditam que seria no final do terceiro item desta lista, mas não o próprio Jesus, mas sua epiginia, que as profecias chamam de O Grande Monarca.



Nostradamus : O Penúltimo e Último Papa em 4 Quadras

Centúria III Quadra 5 Pres loing default de deux grands luminaires, Qui surviendra entre Avril & Mars O quel cherté! mais deus grands debonnaires, Par terre & mer secourrount toutes parts 

 “Próximo à “loing” a falta de dois grandes luminares Que sobrevirá entre Abril e Março O que penúria! Mas dois grandes "de bons ares" Por terra e mar socorrerão todas as partes.” Essa quadra tem ligação com centúria 2, quadra 28 que também fala de loin ou loing O termo loing não deve ser traduzido como “longa falta” pois logo em seguida é dito que “sobreviverá” ou seja, não faz sentido uma longa falta sobreviver, pois não possui vida. E Nostradamus deixa claro que esses luminares possuem “bons ares” ou seja, bons espíritos, já que o termo hebraico “ruach” e grego “pneuma” que designa espírito na Bíblia , também quer dizer ar, fôlego da vida. E também a referência a “luminares” outra clara referencia a luz do espírito (vide Tiago cap 1 quando se refere a Deus como o “Pai das luzes”) Como já veremos em c2 q 28, “loing” é uma referencia a Bento XVI. Os dois papas próximos a ele foram João Paulo I e II, são eles os dois grandes luminares, os dois únicos papas com nome composto que já subiram ao pontificado, unindo os nomes de João e Paulo. Bento XVI subiu ao papado em abril, foi eleito dia 19 e subiu ao trono dia 24.

Nostradamus deixa claro ser uma referência a Bento XVI pois diz que ele “sobreviverá” ou seja, terá uma sobrevida, uma clara referência a sua idade avançada, pois ao ser eleito papa contava com 78 anos. Além dessa ajuda espiritual dos ex papas, Nostradamus deixa também de forma velada que teremos “dois grandes” ajudando o mundo (socorrendo terra e mar em todas as partes) na época futura de penúria. A dualidade João e Paulo num só mostra também a futura aliança entre catolicismo ocidental e oriental. Os dois grandes representando João e Paulo num só (liderança maior do pai, do papa) são dois grandes países, onde em cada um existe a maioria católica, ocidental e oriental. No ocidente esse pais é o Brasil, no oriente esse pais é a Rússia, onde esta o maior numero de católicos orientais do planeta, dois grandes em território, dois grandes centros do catolicismo, unidos no propósito de ajudar o planeta na época futura de penúria. Dessa forma fica assim a quadra: “Próximo à “loing” (Bento XVI) a falta de dois grandes luminares (JP I e II) Que sobrevirá (78 anos) entre Abril e Março (eleito papa) O que penúria! Mas dois grandes (países) "de bons ares" (união espiritual dos católicos) Por terra e mar socorrerão todas as partes” (ajudarão o mundo todo).

Centúria III Quadra 19 En Luques sang & laict viendra plouvoir: Un peu devant changement de preteur, Grand peste & guerre,faim & soif fera voyr Loing,ou mourra leur prince recteur. 

 “Em Luques sangue e leite virão com força Um pouco antes mudança do pretor Grande mal e guerra, a fome e a sede serão vistas Loing, onde morrerá o seu príncipe retificador” Mais uma quadra que traz referências a Bento XVI (Loing ou Loin), na verdade ao sucessor dele, que será o ultimo papa, pois se Bento XVI é o atual rei do Vaticano, seu sucessor pode ser considerado o príncipe dele. “Lucques” é o nome francês dado a uma província italiana na região da Toscana chamada Lucca (uma das 10 províncias na região). Essa província fica numa área litorânea como podemos observar na foto: A palavra “plouvoir” pode se referir a duas palavras semelhantes: “pleuvoir” que significa chuva ou então “pouvoir” que significa poder, energia, força e creio que o segundo significado seja o mais provável. Sangue e leite vêm das entranhas, uma representação de algo que vem das entranhas de um vulcão, que emite fumaça branca e gera chuva acida (leite) alem da lava vulcânica vermelha (sangue). Temos nessa região da Toscana o vulcão Lacial que faz parte da província magmática romana que se estende da Toscana meridional até o Golfo de Nápoles , numa região de 1500 km quadrados onde também esta o famoso vulcão Vesúvio) . Segundo o que estamos estudando nos textos do Apocalipse e de outros profetas, como Monge Pádua, Dom Bosco e Malaquias, assim que ocorrer uma grande erupção na Itália teremos uma invasão e guerra, que são as referencias da terceira linha: “ grande mal e guerra, a fome e a sede serão vistas” isso tudo no tempo do sucessor de Bento XVI (Loing) que é definido como “príncipe” já que vem substituir o penúltimo papa, que é o rei. A figura do “pretor” pode ser uma referencia a um governador eleito, um presidente, um primeiro ministro , muito provavelmente de algum cargo político na Itália, Roma ou Toscana. Nostradamus em mais duas de suas quadras previu os dois últimos papas, o penúltimo e o último e é essa compreensão que teremos agora, estudando todas essas 4 quadras. Centúria II Quadra 28 “O penúltimo com sobrenome de profeta Terá Diana no crepúsculo e repouso de sua vida Loin irá vagar por pensamentos frenéticos Ao livrar uma grande população de impostos” Essa profecia se refere realmente ao penúltimo papa que segundo Malaquias e Monge Pádua seria o atual Bento 16. Diana tem haver com o Vaticano exercer o oficio da República. "Ártemis", algumas vezes designada pelo nome romano Diana, é a deusa grega da caça e Apolo é seu belo irmão gêmeo. No Monte Olimpo, seu trono está no lado oposto ao de Apolo. Isso daria a ideia clara de um estado constituído, o Vaticano, em Roma. Nas escrituras a Igreja é retratada como "mulher" (Apocalipse) e a Igreja realmente executou uma verdadeira caça aos cristãos primitivos por quase mil anos. Diana certamente é a representação de Nostradamus para o Vaticano. Essa República teria alguma ligação com a Rússia, visto que o emblema de Ártemis é uma Ursa (mulher = cristianismo verdadeiro + urso = símbolo que Nostradamus dava pra Rússia)? Sim, tem uma ligação sim, pois Ártemis como veremos a seguir representa a República Russa*(* artigo 1 alínea 1 da constituição russa afirma que a Rússia é uma Republica) geograficamente ela representa a Igreja cristã ortodoxa do oriente, enquanto que Diana representa a República do Vaticano e a Igreja cristã do ocidente. É interessante observar que no livro do Apocalipse a mulher representa o cristianismo verdadeiro e o termo “ortodoxa” significa exatamente “fé verdadeira”(correta). No entanto não devemos fazer confusão, pois “Ártemis” (nome original na mitologia grega) está ligado à quadra que fala sobre Aretusa, já que nessa quadra Nostradamus deixou bem claro que estava falando de Diana e não de Ártemis. Nostradamus provavelmente usou essa diferenciação para explicar a divisão no futuro, que existiria entre as Igrejas cristãs do Ocidente e do Oriente, designando Diana como a parte ocidental de Roma que sobreviveu no poder com a Igreja cristã ocidental do Vaticano; e designando Ártemis como a parte oriental de Roma que sobreviveu no poder através da Igreja cristã ortodoxa oriental, cujo maior expoente seria a Rússia. Lion é o próprio Bento XVI (Lion forma em números romanos o mesmo que X vezes V mais I ; ou seja 51 = 10x5+1, além de conter 3 letras do sobrenome do papa , que é Lois) O nome completo do papa é Joseph Lois Ratzinger. Lois, nome de origem alemã, significa "famoso guerreiro". Joseph (José) é o nome de um profeta descrito na Bíblia em Gênesis 47:13-22 (um profeta aproveitador). Lion é o leão, líder, em francês, portanto o termo “loin” é possivelmente um anagrama, sendo que os números ROMANOS da palavra Lion equivalem ao numero do atual papa romano, pois LI = X multiplicado por V+I. Ou seja, Lion tem dois números romanos que somam 51 (L+I) mas que equivalem ao número do atual papa, 16, se fizermos a conta 10x5+1= 51, assim como 10+5+1=16. Nostradamus deixa claro, Loin ou Loing é Bento 16. Entendido isso temos decifrada a quadra: Centúria II Quadra 28 ”O penúltimo (papa) com sobrenome de profeta Terá a República ( Diana) no crepúsculo e repouso de sua vida (já tem 83 anos) Lion (Bento XVI, leão, líder guerreiro, anagrama de Loin) irá vagar por pensamentos frenéticos, preocupação Ao livrar uma grande população de impostos” Vamos analisar agora o último papa, primeiro com as previsões de São Malaquias, bispo irlandês do século XII, que previu os 112 papas que a Igreja teria até o seu fim. O Último Papa: “Na última perseguição da sagrada Igreja romana, reinará Pedro Romano que apascentará suas ovelhas entre muitas tribulações; passadas as quais, a cidade das 7 colinas será destruída; e o juiz tremendo julgará o povo”. (São Malaquias) O comentário do Monge de Pádua, cujas profecias sobre os últimos 20 papas foram publicadas em 1527, diz o seguinte: "Ele chegará a Roma , de uma terra distante, para encontrar tribulação e morte". Vale ressaltar que Monge Pádua acertou em cheio nas curtas definições que fez sobre os papas: João Paulo I, que ficou um mês no pontificado: “Seu reinado será tão rápido como a passagem de uma estrela cadente” João Paulo II, veio da distante Polônia, sofreu um atentado e quase morreu: “ Virá de longe e manchará a pedra com seu sangue” Bento XVI, que vem buscando uma aproximação com a Igreja do Oriente e os judeus: “ Semeador de paz e esperança em um mundo que vive suas últimas esperanças” O último papa será, segundo Nostradamus, um papa relativamente novo, que ficará vários anos como o líder do Vaticano: Centúria V Quadra 56 “Depois da morte do velho papa Será eleito um romano de boa idade: Este será acusado de enfraquecer a Santa Sé e viverá por um longo período, Tomando atitudes polemicas”. A referência aqui é clara a Pedro Romano e a expressão “boa idade” demonstra que será um papa novo, substituindo Bento XVI que já se encontra em avançada idade e também virá de uma "terra distante" como colocou o Monge Pádua, sendo assim dificilmente será italiano. 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

USINA DE BELO MONTE - AMAZÔNIA PEDE SOCORRO!



A polêmica em torno da construção da usina de Belo Monte na Bacia do Rio Xingu, em sua parte paraense, já dura mais de 20 anos. Entre muitas idas e vindas, a hidrelétrica de Belo Monte, hoje considerada a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, vem sendo alvo de intensos debates na região, desde 2009, quando foi apresentado o novo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) intensificando-se a partir de fevereiro de 2010, quando o MMA concedeu a licença ambiental prévia para sua construção. E m 13 de agosto de 2012, o TRF 1ªRegião em decisão inédita determinou a paralisação das obras - que caminham rapidamente - enquanto os povos indígenas afetados por ela não forem consultados. Mas, em 27 de agosto, o STF deferiu pedido de liminar da Advocacia Geral da União suspendendo a decisão do TRF1 e a obras foram retomadas. Movimentos sociais e lideranças indígenas da região consideram que os impactos socioambientais não estão suficientemente dimensionados. Em outubro de 2009, por exemplo, um painel de especialistas debruçou-se sobre o EIA e questionou os estudos e a viabilidade do empreendimento. 


Um mês antes, em setembro, diversas audiências públicas haviam sido realizadas sob uma saraivada de críticas, especialmente do Ministério Público Estadual, seguido pelos movimentos sociais, que apontava problemas em sua forma de realização. Ainda em outubro, a Funai liberou a obra sem saber exatamente que impactos causaria sobre os índios e lideranças indígenas kayapó enviaram carta ao Presidente Lula na qual diziam que caso a obra fosse iniciada haveria guerra. Para culminar, em fevereiro de 2010, o Ministério do Meio Ambiente concedeu a licença ambiental, também sem esclarecer questões centrais em relação aos impactos socioambientais. Em junho de 2011, o Ibama anunciou a liberação definitiva para a construção da usina sob o argumento de que 40 condicionantes previstas na licença prévia haviam sido "atendidas". E o presidente do órgão à época, Curt Trennepohl,fez uma diferenciação entre "atendidas" e "cumpridas". Sublinhou que muitas delas só seriam cumpridas quando a usina entrasse em operação. Com a realização da Rio+20 em junho de 2012, no Rio de Janeiro, muitas manifestações contra Belo Monte, lideradas pelo cacique Raoni Metuktire, tomaram as ruas da cidade.


Enquanto isso, bem longe do Rio de Janeiro, em Belo Monte (PA) índios Xikrin, ocuparam a ensecadeira (espécie de barramento)do sítio Pimental, pedindo a suspensão da obra por descumprimento de condicionantes. Saíram depois de 21 dias de ocupação e de tensas negociações com a Norte Energia, empresa que está construindo a usina. Dias depois, engenheiros da empresa terminaram detidos na aldeia Miratu, na Terra Indígena Paquiçamba, quando foram explicar aos indígenas como seria o mecanismo de transposição de pessoas e embarcações do Rio Xingu, para acesso à cidade. Em setembro de 2012, o Ibama e Funai liberaram o barramento definitivo do Xingu.


Veja como anda o cumprimento das condicionantes do componente indígena do Programa Básico Ambiental pela Norte Energia, atualizado até 27 de agosto de 2012, CLICANDO AQUI!


Abaixo um resumo dessa história que teve início em fevereiro de 1989, em Altamira, no Pará, com a realização do I Encontro dos Povos Indígenas no Xingu. Realizado entre 20 e 25 de fevereiro de 1989, em Altamira (PA), o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, reuniu três mil pessoas - 650 eram índios - que bradaram ao Brasil e ao mundo seu descontentamento com a política de construção de barragens no Rio Xingu.


A primeira, de um complexo de cinco hidrelétricas planejadas pela Eletronorte, seria Kararaô, mais tarde rebatizada Belo Monte. De acordo com o cacique Paulinho Paiakan, líder kaiapó e organizador do evento ao lado de outras lideranças como Raoni, Ailton Krenak e Marcos Terena, a manifestação pretendia colocar um ponto final às decisões tomadas na Amazônia sem a participação dos índios. Tratava-se de um protesto claro contra a construção de hidrelétricas na região. Encontro de Altamira reuniu 3 mil pessoas, 650 índios, entre elas, e foi considerado um marco do socioambientalismo no Brasil. Em 2008, 19 anos depois, realizou-se em Altamira o II Encontro dos Povos Indígenas do Xingu e daí nasceu o Movimento Xingu Vivo para Sempre. Saiba mais no item Notícias deste Especial. Na memória dos brasileiros, o encontro ficou marcado pelo gesto de advertência da índia kaiapó Tuíra, que tocou com a lâmina de seu facão o rosto do então diretor da Eletronorte, José Antônio Muniz Lopes, aliás presidente da estatal durante o governo FHC. O gesto forte de Tuíra foi registrado pelas câmaras e ganhou o mundo em fotos estampadas nos principais jornais brasileiros e estrangeiros. Ocorrido pouco mais de dois meses após o assassinato do líder seringueiro Chico Mendes, em Xapuri (AC), que teve repercussão internacional, o encontro de Altamira adquiriu notoriedade inesperada, atraindo não apenas o movimento social e ambientalista, como a mídia nacional e estrangeira.


O I Encontro dos Povos Indígenas foi o resultado de um longo processo de preparação iniciado um ano antes, em janeiro de 1988, (veja o item Histórico) depois que o pesquisador Darrel Posey, do Museu Emílio Goeldi do Pará, e os índios kaiapó Paulinho Paiakan e Kuben-I participaram de seminário na Universidade da Flórida, no qual denunciaram que o Banco Mundial (BIRD) liberara financiamentos para construir um complexo de hidrelétricas no Rio Xingu sem consultar os índios. Convidados por ambientalistas norte-americanos a repetir o depoimento em Washington lá foram eles. E, por causa disso, Paiakan e Kube-I acabaram enquadrados pelas autoridades brasileiras, de forma patética, na Lei dos Estrangeiros e, por isso, ameaçados de serem expulsos do país.

(FOTO AÉREA DE ALTAMIRA)

O Programa Povos Indígenas no Brasil, do Centro Ecumênico de Documentação e Informação (Cedi), uma das organizações que deu origem ao Instituto Socioambiental (ISA), convidou Paiakan a vir a São Paulo, denunciou o fato e mobilizou a opinião pública contra essa arbitrariedade. Para avançar na discussão sobre a construção de hidrelétricas, lideranças kaiapó reuniram-se na aldeia Gorotire em meados de 1988 e decidiram pedir explicações oficiais sobre o projeto hidrelétrico no Xingu, formulando um convite às autoridades brasileiras para participar de um encontro a ser realizado em Altamira (PA). A pedido de Paiakan, o antropólogo Beto Ricardo e o cinegrafista Murilo Santos, do Cedi, participaram da reunião, assessorando os kaiapó na formalização, documentação e encaminhamento do convite às autoridades. Na seqüência, uniram-se aos kaiapó na preparação do evento. O encontro finalmente aconteceu e o Cedi, com uma equipe de 20 integrantes, reforçou sua participação naquele que seria, mais tarde, considerado um marco do socioambientalismo no Brasil. Ao longo desses anos, o Cedi, e depois o ISA, acompanharam os passos do governo e da Eletronorte na questão de Belo Monte, alertas para os impactos que provocaria sobre as populações indígenas, ribeirinhas e todo o ecossistema da região. Listada no governo FHC como uma das muitas obras estratégicas do programa Avança Brasil, a construção do complexo de hidrelétricas no Rio Xingu faz parte da herança legada ao governo Lula, eleito em novembro de 2002. Herança que era bem conhecida. Tanto assim, que o caderno temático O Lugar da Amazônia no Desenvolvimento do Brasil, parte do Programa do Governo do presidente eleito, alertava: “Dois projetos vêm sendo objeto de intensos debates: a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, e o de Gás de Urucu, no Amazonas.


Além desses também preocupam as 18 barragens propostas na Bacia do Rio Araguaia e Tocantins. A matriz energética brasileira, que se apóia basicamente na hidroeletricidade, com megaobras de represamento de rios, tem afetado a Bacia Amazônica. Considerando as especificidades da Amazônia, o conhecimento fragmentado e insuficiente que se acumulou sobre as diversas formas de reação da natureza em relação ao represamento em suas bacias, não é recomendável a reprodução cega da receita de barragens que vem sendo colocada em prática pela Eletronorte”. Decisão ficou para o governo Lula Exemplos infelizes como a construção das usinas hidrelétricas de Tucuruí (PA) e Balbina (AM), as últimas construídas na Amazônia, nas décadas de 1970 e 1980, estão aí de prova. Desalojaram comunidades, inundaram enormes extensões de terra e destruíram a fauna e flora daquelas regiões. Balbina, a 146 quilômetros de Manaus, significou a inundação da reserva indígena Waimiri-Atroari, mortandade de peixes, escassez de alimentos e fome para as populações locais. A contrapartida, que era o abastecimento de energia elétrica da população local, não foi cumprida. O desastre foi tal que, em 1989, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), depois de analisar a situação do Rio Uatumã, onde a hidrelétrica fora construída, concluiu por sua morte biológica. Em Tucuruí não foi muito diferente.

Barragem construída pela Norte Energia corta Rio Xingu, na região de Altamira, no Pará. (Foto: Divulgação/Greenpeace/Marizilda Cruppe)

Quase dez mil famílias ficaram sem suas terras, entre indígenas e ribeirinhos. Diante desse quadro, em relação à Belo Monte, é preciso questionar a forma anti-democrática como o projeto vinha sendo conduzido, a relação custo-benefício da obra, o destino da energia a ser produzida e a inexistência de uma política energética para o país que privilegie energias alternativas. Essas questões continuam a ser repisadas pelos movimentos sociais que atuam na região, como por exemplo, o Movimento Xingu Vivo para Sempre, criado recentemente, e que reúne os que levam adiante a batalha contra a construção de Belo Monte e de outras hidrelétricas no Rio Xingu. Empossado na presidência da Eletrobrás, em janeiro de 2003, o físico Luiz Pinguelli Rosa, declarou à imprensa que o projeto de construção de Belo Monte seria discutido e opções de desenvolvimento econômico e social para o entorno da barragem estariam na pauta, assim como a possibilidade de reduzir a potência instalada, prevista em 11 mil megawatts (MW) no projeto original. A persistência governamental em construir Belo Monte está baseada numa sólida estratégia de argumentos dentro da lógica e vantagens comparativas da matriz energética brasileira. Os rios da margem direita do Amazonas têm declividades propícias à geração de energia, e o Xingu se destaca, também pela sua posição em relação às frentes de expansão econômica (predatória) da região central do país. O desenho de Belo Monte foi revisto e os impactos reduzidos em relação à proposta da década de 80. O lago, por exemplo, inicialmente previsto para ter 1.200 km2, foi reduzido, depois do encontro, para 400 km2. Os socioambientalistas, entretanto, estão convencidos de que além dos impactos diretos e indiretos, Belo Monte é um cavalo de tróia, porque outras barragens virão depois, modificando totalmente e para pior a vida na região. Acompanhe no item Notícias deste Especial um resumo do caso Belo Monte, desde 1998 até os dias de hoje. Clique aqui

fonte: SOCIOAMBIENTAL


Há uma mobilização nacional para que parem com as obras da usina. No link abaixo você pode participar de um abaixo assinado que será entregue nas mãos da Presidente Dilma.
DIGA NÃO A USINA DE BELO MONTE! AJUDE-NOS!